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4 formas de identificar o cyberbullying
9 de março de 2016
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Que a internet é um dos meios de comunicação mais livres do mundo moderno, todos reconhecemos – já seus limites, apenas começaram a ser debatidos. O ambiente sem barreiras oferecido pelo mundo online é uma condição capaz de conectar diferentes pessoas, opiniões e iniciativas, mas que pode também promover interações negativas. Alguns usuários aproveitam o anonimato proporcionado pelo universo online para a prática do chamado cyberbullying — a agressão gratuita e desenfreada no meio virtual.

Isso pode afetar não apenas indivíduos, mas também empresas, interferindo principalmente na receptividade de seus clientes a campanhas e decisões. O primeiro passo para conter esse problema é saber reconhecê-lo.

Veja quatro formas de identificar o cyberbullying, e fique atento.

Analise o conteúdo da mensagem

Quem pratica cyberbullying é conhecido, no mundo online, como um hater: uma pessoa que tem por objetivo odiar algo de forma pública e gratuita. Mais do que um simples hater, o cyberbully visa, ainda, causar impactos negativos reais em suas vítimas, sejam elas pessoas ou empresas, de modo a comprometer sua reputação.

Entretanto, nem toda mensagem aparentemente negativa deve ser considerada um indicativo de cyberbullying, podendo, muitas vezes, se tratar de uma crítica legítima. Assim, é preciso avaliar cuidadosamente o conteúdo da mensagem: quanto menos argumentos ela contiver, maiores os indícios de que está ocorrendo o cyberbullying.

Verifique o perfil de origem

Avaliado o indicativo de agressão, o próximo passo para confirmá-la é verificar o perfil de origem dessa mensagem. Iludidos por uma sensação de completo anonimato, muitos ciberbullys criam perfis falsos apenas para suas práticas difamatórias.

Ao verificar o perfil de origem, confira o nome, a imagem de perfil, fotos, interações e lista de amigos. A falta de amigos e de outras interações, bem como uma imagem de perfil que não corresponde a uma pessoa real, são indicativos de que aquele se trata de um perfil falso. Apesar de o cyberbullying não ser praticado estritamente a partir de um perfil falso, este é um bom indicador da prática de agressão online.

Tente criar um debate

Em determinados casos, para confirmar se uma empresa está de fato sendo vitima de cyberbullying, pode ser benéfico responder o usuário de maneira privada, procurando entender o que o está motivando a postar mensagens ofensivas.

Uma reação agressiva, sem argumentos e sem explicações, é um indício claro de que se trata de cyberbullying. Nesses casos, o melhor a fazer é não dar a atenção desejada, que é, muitas vezes, o objetivo principal de quem pratica esse tipo de bullying.

Procure ajuda e tome providências

Se, por um lado, é a própria internet que torna possível a agressão virtual, também é ela que ajuda a identificar os responsáveis, com ferramentas que tornam o processo mais ágil. Uma forma de fazer isso é procurar os responsáveis pelo veículo de comunicação, como a própria rede social, para realizar a identificação desse tipo de agressor.

Pode-se ainda criar um debate online como alternativa para virar o jogo, especialmente ao usar as redes sociais. Sua página pode funcionar como uma ferramenta de politização e formação cidadã — alertando e conectando usuários e clientes que se identificam com o problema.

Outra boa dica é usar um software de pesquisa de Internet, como o Postmetria, que utiliza matrizes de análises específicas a fim de auxiliar na interpretação e ampliar o entendimento de contexto do cyberbullying.

Identificar o cyberbullying nem sempre é fácil, mas alguns fatores são comuns à maioria dos casos: a agressividade das mensagens, o anonimato do agressor e a falta de argumentos e diálogo. Jogar luz ao debate sobre a agressão também é uma forma de usar as redes sociais como ferramentas para conscientizar e promover um melhor uso da internet.

Gostaria de ler mais sobre casos reais de ataques on-line? Recentemente, a repórter (da Rede Globo) Maju Coutinho sofreu cyberbullying. Veja alguns dados de uma pesquisa pública sobre esse ataque racista clicando aqui. Outra referência é o vídeo com a estagiária Mônica Levinski, fruto de conturbado episódio com o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Consta que ela tenha sido a primeira pessoa a sofrer cyberbullying, nos anos 1990.

Conhece outras formas de identificar o cyberbullying? Já sofreu com isso? Não deixe de comentar!

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